Como investir na Bolsa: tenho alguns artigos que podem ajudar nos seus investimentos na Bovespa, aprender a comprar ações e aumentar a cotação do futuro de seu dinheiro. O ideal mesmo é fazer um investimento em um curso sobre a bolsa de valores ou mesmo dispender algum tempo em um simulador da bolsa antes de dar um passo mais comprometido. Em todo o caso, os artigos a seguir podem ajudar:
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Alerta no sinal de crash »
Por Alessandro Martins em 30.8.2010 como Notícias sobre a Bolsa de Valores | Sem comentários
Este artigo foi escrito pelo articulista convidado Marco Antônio Leonel Caetano, professor do Insper e autor do site Mudanças Abruptas, e é de sua responsabilidade. O artigo completo, com tabelas e gráficos, está disponível aqui.
Não será apenas uma correção. Gostaríamos que fosse apenas mais uma correção natural do Ibovespa, que não houvesse desemprego nos EUA, que a economia mundial estivesse crescendo. Mas nãos será correção. As notícias no Brasil estão “brandas” e iludidas pelo crescimento do país. Estamos crescendo pela força de nossas empresas, da agricultura, do esforço de alguns setores importantes, mas sobretudo por falta de opção mundial. Falta de opção quando nos referimos aos especuladores em busca de ganhos rápidos e não dos investidores de longo prazo.
O aporte no país do investidor de longo prazo é importante para manter o emprego, a renda e a estabilidade econômica. O grau de investimento adquirido pelo país foi um importante sinal aos bons investidores, mas também aos especuladores de curta permanência. Não que isso seja de todo mal, mas muito especulador de curto prazo cria essa sensação no Brasil que o mundo não está em crise, ou ainda que estamos “fora” da crise.
Segunda-feira (09/08/2010) nosso índice de crash atingiu um valor muito próximo dos dias da grande queda de 2008, com valor de 0,93. A explicação técnica pode ser encontrada na página principal do site (“Explicação IMA“). Esse valor dá uma garantia que estamos próximos de uma reversão muito mais forte do que apenas uma correção. O sentido de “mais forte” significa mais de 10% de queda para os próximos dias ou no máximo semanas.
Confundido com análise técnica, muitos leitores carinhosamente quando nos escrevem perguntando algo, sempre usam da afirmação “o que sua análise técnica diz agora…” ou “você que gosta de análise técnica…”. Cabe lembrar que o índice de mudanças abruptas nada tem de semelhança com as análises técnicas tradicionais (média móvel, estocástico, IFR, etc.) pois ele não se baseia em padrão gráfico anterior para obter seu valor. O índice de crash é baseado na análise wavelet que depende das frequências amostradas, ou seja, o espectro de medida não é no tempo como todas as análises técnicas fazem. Um sinal de celular procura o sinal da antena pela frequência mais forte e não por dados anteriores no tempo. Um sinal de televisão só consegue capturar imagem pois procura frequências. Um sinal de rádio FM também procura frequências. Assim, o sinal de crash procura frequências rápidas que em grande quantidade fazem a tendência do mercado mudar. Essas altas frequências (ou frequências rápidas) estão relacionadas, por exemplo, com notícias contraditórias.
Em 2007 o sinal foi usado pela primeira vez na forma em que está para o Hang Seng Chinês. A previsão de grande virada do Hang Seng ocorreu uma semana antes da primeira grande queda de 4% em Novembro de 2007. Dos 33 mil pontos na época até hoje, o Hang Seng não voltou mais a esse patamar. Quando todos publicavam artigos que o céu era de brigadeiro, alertamos que ia ocorrer uma grande virada no mercado.
Bom, mas “achismo” todo mundo tem liberdade de fazer. No entanto, o índice de crash foi publicado duas vezes em revista internacional (Physca A) da Elsevier com crivo de pesquisadores (sempre em número de 3) internacionais. Um deles, por coincidência era diretor da Sociedade Suíça de finanças. Significa que não é apenas dizer que um índice funciona, mas provar estatísticamente o quanto funciona para observadores acadêmicos internacionais.
Após a publicação em 2007 e início de 2008, o índice começou a acompanhar diariamente o Ibovespa.
A Teoria de Dow, a base da Análise Técnica »
Por Alessandro Martins em 23.8.2010 como Análise Técnica do mercado de ações | 1 comentário
Antes de irmos à frente na Análise Técnica, é preciso conhecer a Teoria de Dow.
Quando eu era criança eu achava que Dow era tão simplesmente a metade do nome de um índice que eu, de vez em quando, ouvia no Jornal Hoje, na hora em que eles falavam da bolsa: “… o índice dow-jones subiu tanto porcento…”, o “índice dow-jones desceu tanto porcento…”
Quero pedir desculpa à senhora Dow pois nem imaginava que seu marido fosse uma pessoa, quanto mais do inventor de uma teoria tão importante composta de alguns princípios fundamentais:
- Os índices descontam tudo, menos atos de Deus
- O mercado tem três tendências
- A tendência é válida até ser revertida
- A tendência tem que ser confirmada por dois índices
- Volume deve confirmar tendência
- A tendência continua até surgir um sinal definitivo de que houve reversão.
O Marco Carvalho, do Como Comprar Meias, fala sobre as quatro primeiras em artigo recente e o site da Nelogica explica brevemente cada um dos princípios fundamentais da Teoria de Dow caso você continue curioso sobre isso.
Se você é do tipo que não se contenta com resumos pode pesquisar nos livros The Dow Theory de Robert Rhea, Technical Analysis of Stock Trends de Robert D. Edwards e John Magee e Techical Analysis Explained de Martin Pring.
Os 7 pecados capitais do iniciante na bolsa de valores »
Por Alessandro Martins em 16.8.2010 como Insights sobre a bolsa de valores | 24 comentários
Inspirado por um comparativo entre investidores iniciantes e investidores experientes do blog BullTradinX – e por acreditar que por ser novato você não precise cometer erros – fiz uma lista baseada nos sete pecados capitais de coisas que devem ser evitadas quando se entra no mercado de ações.
- Gula: é quando, encantado com as possibilidades da bolsa, o guloso iniciante na bolsa investe todo o seu dinheiro, inclusive o que usaria para pagar dívidas ou quitar a hipoteca da casa. Resultado? Na primeira baixa, indigestão.
- Luxúria: encontrar uma analogia para esse foi difícil, afinal é o pecado ligado ao sexo. Mas pode-se dizer que ele acontece quando, logo nos primeiros lucros, o iniciante – em vez de reinvestir o dinheiro ganho – prefere gastá-lo em coisas mundanas, seja consumismo comum, seja sexo ou seja lá o que for.
- Avareza: é o caso contrário da luxúria. Ansioso pelos resultados, todo o dinheiro ganho, ou quase todo, vai direto para os investimentos. Lembre-se: investir deve dar uma vida melhor e mais segura economicamente no futuro, mas isso não quer dizer que você deva parar de viver agora para isso. Compre as coisas de que precisa ou de que gosta desde que isso não prejudique seu orçamento e tudo vai dar certo na hora certa.
- Ira: se você descobrir que não vai transformar aquele R$ 1.000 em R$ 10.000 da pior maneira – isto é, transformando R$ 1.000 em R$ 100 -, não se irrite. Isso, de fato, não existe. Não existe também fórmula mágica. Invista em segurança, conhecimento e regularidade e você terá melhores resultados.
- Soberba: irmã menos sexual da luxúria, a soberba é a tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer. Se o seu modo de vida causar entrada de dinheiro menor que a saída, o fluxo de caixa será negativo e você nunca terá aquele dinheirinho extra para investir no final do mês. Não acredite nos cartões de crédito. Saldo positivo não tem preço. Para todas as outras coisas existe bom senso.
- Vaidade: tenho observado nos fóruns do assunto que, a qualquer R$ 1.000 ganhos em um dia por um iniciante, é comum que alguém se gabe disso. Eu preciso explicar porque isso é feio, muito feio, e ainda pode fazer você fazer papel de bobo?
- Preguiça: se você não acompanhar os gráficos de suas ações – mesmo que no começo não entenda muito bem o que eles significam -, se não estudar análise técnica e se apenas comprar os papéis e sentar em cima, sempre dependerá em grande parte de seu corretor para a tomada de decisões. Em princípio, ele não vai prejudicá-lo, mas eticamente ele nunca vai expôr você a riscos maiores que é onde estão os maiores ganhos. E você só deve se expor ao risco se estiver bem informado e bem educado sobre a bolsa.
Quais métodos existem para avaliar se uma ação vai cair ou subir »
Por Alessandro Martins em 9.8.2010 como Perguntas freqüentes sobre investimento na bolsa | 8 comentários
Se você entra em uma piscina sem saber nadar isso é que pode ser chamado de jogo arriscado. Se você entra na bolsa sem saber como ela funciona o risco é o mesmo. Estudo e conhecimento não elimina o risco, mas o diminui bastante.
O que quero dizer com isso é que, para comprar ou vender as ações que possui, o investidor precisa saber avaliar se o preço delas vai subir ou cair.
Existem dois principais métodos para prever a direção do preço de uma ação.
Análise fundamentalista: a análise fundamentalista se concentra nas causas, naquilo que faz o preço de um papel se movimentar. Trabalha com dados financeiros da empresa no contexto econômico nacional e internacional.
Análise técnica: a análise técnica se concentra nos efeitos. As causas são desnecessárias. Trabalha com dados que a própria movimentação dos preços fornece e com a estatística a eles relacionados. Se dedica em grande parte aos gráficos formados pela compra e pela venda, pelo sobe e desce comparados a outros estudos.
É principalmente a esse tipo de análise a que vou dedicar meus estudos.
Candles ou candlesticks, uma ferramenta para interpretar o movimento de preços das ações »
Por Alessandro Martins em 3.8.2010 como Análise Técnica do mercado de ações | 15 comentários
Quando você começar a estudar os gráficos formados pela movimentações dos preços nas bolsas de valores vai deparar com coisas assim:

É um pouco diferente daqueles gráficos parecidos com eletrocardiogramas que você via nos quadrinhos, no escritório do Tio Patinhas. Esse tipo de gráfico traz mais informações. A ferramenta que possibilita isso é chamada de candle ou candlestick, uma importante figura para a Análise Técnica do mercado de ações:

Sim. Os candles parecem uma vela com dois pavios. Daí o nome. Elas foram criadas no Japão em meados do século XVIII, nas antigas bolsas de arroz de Osaka.
Quando vazadas ou claras são de alta. Quando escuras, são de baixa.
O pavio de cima corresponde ao preço mais alto do período avaliado, seja um dia, uma hora, quinze, cinco ou um minuto. O pavio de baixo é o preço mais baixo atingido durante o período.
A parte mais grossa do candle corresponde à variação entre a abertura e o fechamento do preço durante o tempo em que a ação é observada.
Se você você analisa um candle claro – de alta -, deve considerar que o preço de abertura do período analisado é o de baixo e o de fechamento, o de cima. Claro: se é um candle de alta, faz sentido pensar que ele começou mais barato e terminou mais caro.
O raciocínio é ao inverso se for um candle de baixa. Considere então que o preço de abertura é o de cima e o de fechamento é o de baixo. Os preços começaram com determinado valor e durante um dia – por exemplo – foram caindo e chegaram ao valor correspondente ao fechamento.
A seqüência de candles muitas vezes formam padrões que ajudam ao analista e ao investidor preverem com mais ou menos precisão o que o mercado reserva a seguir.
Alguns desses padrões têm nomes um tanto sugestivos e até engraçados como Bebê Abandonado na Baixa, Martelo Dragão Voador de Alta, Three White Soldiers Bullish, Black Cloud e outros. Se tiver curiosidade, algumas páginas ensinam padrões de candles mais famosos.
Por enquanto, o que didaticamente é interessante o iniciante na bolsa de valores saber é o significado de cada um desses momentos:
- Preço de abertura: grosso modo, mas não necessariamente, a opinião dos leigos.
- Preço de fechamento: tende a refletir a opinião dos profissionais. Depois de observar a movimentação de preços durante o dia, no final ficam mais ativos e influenciam o final do pregão.
- Preço máximo: o limite da força dos compradores que, com suas compras, empurraram o preço para cima.
- Preço mínimo: o limite da força dos vendedores que, com suas vendas, empurraram o preço para baixo.
- A distância entre a máxima e a mínima: quanto maior, maior a atividade daquele mercado. Uma distância grande – um candle compriiiiiido – revela um mercado em ebulição. Uma distância pequena, um mercado com pequeno interesse.
Os gráficos de suas ações também podem ser vistos em linha, como aqueles que havia no escritório do Tio Patinhas (em geral com uma linha que saía do quadro e ia em direção ao teto).
Mas isso é uma outra história que deve ser contada em outra ocasião.
Violinada: o preço por ser disciplinado na Bolsa de Valores »
Por Alessandro Martins em 29.7.2010 como Dicas importantes sobre investimento na bolsa | 2 comentários
Este artigo é de autoria do articulista convidado Osney José Cola, fundador da Equipe Trader, empresa especializada em formar investidores na Bolsa de Valores com cursos online e em DVD. Operador Profissional de Mercado desde 2007, ele é reconhecido pelo sucesso em trades efetuados através da Análise Técnica, utilizando-se das mais variadas ferramentas de análise do comportamento dos preços nesse mercado. Conheça também o canal do YouTube da Equipe Trader.
Os famosos jargões que escutamos no mercado por muitas vezes nos deixam curiosos em saber seus significados, à medida que adquirimos conhecimento através de blogs, sites, vídeo, etc. Normalmente sempre ficam algumas palavras utilizadas pelos analistas, grafistas, operadores que nos deixam pensativos, como por exemplo: “Hoje tomei uma violinada do mercado.”
Mais do que um simples prejuízo, as violinadas nos provocam um abalo psicológico gigantesco, pois é fato que as pessoas têm mais medo de ficar de fora da alta do mercado do que perder dinheiro e a violinada é exatamente isso, compramos um ativo, colocamos um stop loss (ou seja se começar cair saímos da operação com um pequeno prejuízo) e o ativo cai; vai justamente acionar nosso stop, nos tirando da operação e depois volta a subir como um foguete, nos deixando com o prejuízo, e fora da alta.
Isso nos provoca certo arrependimento de ter colocado o stop, pois essa ferramenta me tirou da festa que estava por vir e me trouxe prejuízos, é muito provável que o Iniciante na Bolsa não tome mais essa atitude prudente de calcular seus riscos e saber o tamanho dele, deixando de utilizar essa preciosa ferramenta.
Veja no vídeo uma violinada que tomei semana passada. Nem só de bons trades vive o homem. Bons negócios!
