Esquema Ponzi não é pirâmide

A fraude financeira promovida por Charles Ponzi tem características únicas que a distinguem de outras fraudes financeiras: ativo-objeto inusitado, retorno extraordinário e construção da confiança. Ponzi é na verdade uma questão de crédito, de crédito invertido.

Há uma tendência a associá-lo a outras fraudes, e não é rara a definição de Esquema Ponzi como uma pirâmide financeira. Isso se dá porque, à exceção da construção da confiança, as duas modalidades compartilham certas características. A imediata associação visual à imagem de uma pirâmide atende à necessidade de rápida explicação do esquema de Charles Ponzi.

No afã de transmitir o modus operandi da fraude, imprensa e autoridades acabam por defini-la como se fosse uma pirâmide financeira. Entretanto há diferenças significativas entre esses dois tipos de fraude:

Esquema Ponzi

  1. O fraudador tem o controle e pode decidir, na maioria das vezes, quando descontinuar o esquema.
  2. O retorno financeiro obtido pelo participante em um Esquema Ponzi está correlacionado, exclusivamente, com o capital por ele investido.
  3. Funciona com o contínuo pagamento dos primeiros entrantes com os recursos oferecidos pelos entrantes mais recentes, sem a preocupação com o recrutamento ou com a posição ocupada na estrutura por cada participante.
  4. O recrutamento de novos investidores garante unicamente novos recursos para que os contratos vincendos sejam honrados, sem alterar a rentabilidade de um investidor.
  5. Interação como o operador da fraude: o participante tende a interagir diretamente com o operador do esquema, tornando todo o relacionamento mais pessoal, o que favorece a aplicação de atributos do promotor na conquista de investidores.
  6. Apresenta um padrão de colapso mais lento, quase cambaleando até o final, dependendo de como os participantes reinvestem seus ganhos e de como o operador lida com as primeiras oposições ao esquema.

Pirâmides Financeiras

  1. Os promotores ou iniciadores não têm quaisquer controles sobre o andamento da movimentação financeira, no que dependerão das ações dos novos entrantes.
  2. Um investidor recebe retornos crescentes em função do número de novos participantes que entrem abaixo dele na estrutura da pirâmide.
  3. Naturalmente, o recrutamento de novos entrantes consiste em fator necessário nos dois tipos de fraude.
  4. O recrutamento de novos participantes é crucial para que aqueles já dentro da pirâmide alcancem o retorno extraordinário prometido.
  5. Interação com o promotor do negócio: o participante, por vezes, nem chega a conhecer o promotor original, dado que aqueles participantes mais recentes entram em níveis mais afastados do promotor.
  6. O colapso normalmente se dá de imediato, pois o negócio exige que um número de novos participantes a cada nível cresça exponencialmente, o que se torna muito difícil ou quase impossível em certo momento.

Livro

capa do livro Esquema Ponzi Como Tirar Dinheiro dos Incautos de Fabio Cres

Muito utilizada pela imprensa e por pessoas do meio financeiro ou jurídico, a associação de Esquemas Ponzi com pirâmides financeiras é equivocada. Para desfazer esse equívoco, o livro “Esquema Ponzi: como tirar dinheiro dos incautos”, de Fabio Cres, traz um capítulo com essas que explica que cada um desses tipos de fraudes tem seu modelo de engajamento e de rentabilidade próprio.

O livro está disponível em eBook em formato convencional (POD, papel, “paperback”):

http://amzn.com/B00MBFDX6U

E também em eBook:

Curso sobre bolsa de valores: candles

Muito importante ter em mente que os candles são meras ferramentas de confirmação.

Se apegar demais a eles como se fossem os arcanos de um tarô mágico que ajuda a prever o futuro, como a comparação sugere, não é a atitude mais sábia do mundo, ainda mais que estamos falando de investir dinheiro na bolsa de valores.

Dinheiro de verdade e não R$ 100 que você, por ventura, resolva, por diversão, pagar a uma cartomante.

Neste curso sobre a bolsa de valores, o Osney José explica como ele costuma usar os candles e como interpretar essas figuras principalmente nos contextos em que pode haver uma reversão de tendência.

Isso, deve ser indicado, antes, no entanto, por outros métodos que você use. Sejam eles: médias móveis, bandas de Bollinger, MACD e outros.

Os principais candles de reversão são os seguintes:

Candles de reversão para tendência de alta

  • martelo
  • martelo invertido
  • harami de alta
  • engolfo de alta
  • penetrante ou piercing line
  • bebê abandonado fundo

Candles de reversão para tendência de baixa

  • enforcado
  • estrela cadente
  • harami de baixa
  • engolfo de baixa
  • nuvens negras
  • bebê abandona fundo

Teoria de Dow – Os 6 segredos da bolsa de valores

Neste vídeo de uma hora e meia, você vai aprender tudo sobre a Teoria de Dow. Claro que é um vídeo básico, que não aborda tanto quanto é profunda e aplicada essa teoria, mas é fundamental para quem quer começar a entender um pouco melhor a bolsa de valores.

O que é Teoria de Dow e como podemos utilizar esse método para operar na Bolsa de Valores? De diversas formas! Ela é o pilar da Análise Técnica moderna: o estudo da bolsa de valores através dos sinais que a própria bolsa de valores emite. E o que é bacana nessa história: o mercado é isento, não é a interpretação de um economista ou de um jornalista a respeito dos fatos que acontecem e podem influenciar o mercado. É uma espécie de psicologia das massas misturada com princípios estatísticos. Tudo isso a Teoria de Dow nos dá.

A Teoria de Dow foi criada há mais de 100 anos e ainda compõe grande parte da análise técnica utilizada nos dias de hoje.

O seu autor, Charles Dow, então colunista do Wall Street Journal e um dos criadores do índice Dow Jones, criou uma metodologia que “prevê” como será o comportamento dos preços.

Entenda como podemos aplicar tal teoria para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores.

Leia mais sobre a Teoria de Dow no nosso blog:

Para resumir, a Teoria de Dow é composta de seis princípios:

  1. Os índices descontam tudo: quando os preços estão formados as notícias já são velhas
  2. Os mercados se movem em tendências: de alta e de baixa
  3. Princípio de confirmação: os índices devem coincidir com as tendências
  4. Volume convergente: aumento de volume em mudança de tendência confirma a nova tendência
  5. Utiliza as cotações de fechamento para o cálculo das médias: máximas e mínimas não são tão importantes quanto o fechamento
  6. A tendência é vigente até que seja substituída por outra oposta.

Claro, tudo é muito mais complexo que as simples palavras acima explica e cada um desses princípios tem desdobramentos e consequências. Aprenda no vídeo acima.

Bolsa de Valores e eleições 2014: Aécio vs Dilma

bolsa

Aviso a quem está animado com as últimas altas fortes da BMF&ovespa como sinal de entusiasmo eleitoral a respeito de um dos candidatos, possivelmente Aécio Neves: basta olhar o gráfico diário para verificar que não há nenhum pivot de alta formado. A tendência, na minha opinião de iniciante em análise técnica, está mais para queda do que para alta.

Muita gente entrando na bolsa porque ela disparou SUPOSTAMENTE por causa das eleições. Se a oposição confirmar a vitória, o movimento será ainda maior. Vamos ver o que acontece com esse povo em algumas SEMANAS. Na bolsa de valores, não se deve pautar seus movimentos pelas notícias e pela emocionalidade. Só dizendo: quando TODOS começam a entrar é porque a festa começou a acabar.

Cuidado que é armadilha de satanás.

Assim como nas eleições não devemos votar como torcedores de futebol fanáticos, na bolsa de valores não devemos investir tomados por esse tipo de emoção.

Glossário

Pivot de Alta – É uma formação gráfica em que o preço de um ativo supera a máxima do topo anterior após dois fundos ascendentes. Para ficar mais claro vamos aplicar o conceito na figura em destaque. (fonte)

Como evitar prejuízos

Este tema é muito importante porque todos os traders precisam encará-lo diariamente como uma possibilidade e saber administrá-lo em caso de ocorrência.

O stop é, talvez, a principal ferramenta de proteção do investidor na bolsa de valores. Mas alguns investidores se sentem em conflito quanto tomam um stop. Isto é: em algum momento o preço da ação que ele comprou chegou abaixo do valor que ele pagou, atingindo o valor programado para venda a fim de evitar um prejuízo maior do que seria seguro e suportável para as finanças pessoais.

O stop significa que você está, sim, saindo de uma operação com prejuízo. Mas também que você está saindo com um prejuízo esperado, um risco programado. Apesar disso, quando isso acontece, muitos ficam com um gosto amargo na boca.

Neste vídeo, o Osney Cola explica de forma clara porque levar um stop não deve ser encarado de forma tão negativa.

Bolsa de valores: preciso me dedicar em tempo integral?

A bolsa de valores é para você? Neste vídeo, o Osney Cola responde a um leitor que pergunta sobre se, devido a falta de tempo, ele pode investir na bolsa de valores.

O mercado de ações é interessante para quem não tem tempo?

É uma ótima pergunta.

De uma forma geral, as pessoas têm pouco contato com o mercado e, por conseguinte, tem pouco ou zero conhecimento a respeito.

Por falta de conhecimento, acabam acreditando que o mercado não é para qualquer um. Por exemplo, não sabem se é possível investir na bolsa de valores com pouco dinheiro.

Não é com qualquer R$ 10 que você começa e que vai valer a pena, mas também não é necessário ser um multimilionário.

O segundo mito é o que diz que o investidor da bolsa de valores precisa ser muito arrojado. Não: você não precisa correr grandes riscos. Aliás, quem se dá bem na bolsa de valores são justamente aqueles que não correm grandes riscos e, pelo contrário, aprendem a fazer um manejo de riscos.

O mito mais comum, no entanto, é o que diz que o sujeito precisa se dedicar em tempo integral a bolsa de valores. Alguns pensam que precisariam pedir as contas do emprego, parar tudo e, finalmente, ficar sentado na frente do computador acompanhando a bolsa de valores.

Não é essa a ideia.

Nenhuma dessas crenças tem fundamento.

Tempo para investir na bolsa de valores

No que diz respeito à falta de tempo, que é a dúvida do leitor: o mercado não exige muito tempo do investidor.

Claro que, antes de mais nada, o investidor tem que possuir conhecimento. E, isso sim, pode ser que leve um certo tempo.

Porém, depois de ter as informações necessárias, depois de ter domínio de um método, o tempo necessário para investir na bolsa de valores é mínimo.

Operando com tempos gráficos maiores, como por exemplo o gráfico semanal, você precisa se dedicar uma vez por semana. Com o gráfico diário, uma vez por dia.

Aquilo de que você precisa para operar na bolsa de valores, portanto, não é de tempo, mas de conhecimento das estratégios e das ferramentas.

Inclusive, é até salutar não acompanhar a bolsa o tempo todo. Você programa suas operações à noite e nos finais de semana, usando ordens de start e stops para perdas e para ganhos e tudo acontece sem que você precise acompanhar neuroticamente (isso evita, inclusive, que você seja movido pela emoção e cometa erros). Tudo isso através do home broker que, a partir do momento em que você tem uma conta numa corretora, você tem acesso gratuitamente.