Bolsa de Valores

Investindo em Títulos da Dívida Pública 4: pré ou pós-fixado?

Postado por Alessandro Martins em - Outros investimentos

Este artigo faz parte da série Investindo em Títulos da Dívida Pública.

Leia também:

Ao entrar no site do Tesouro Direto, você vai perceber que existem diversas modalidades de Títulos Públicos.

Pretendo esmiuçar cada um deles aqui, mas basicamente eles se dividem em duas categorias básicas:

  • os pré-fixados
  • os pós-fixados

Os pré-fixados: a rentabilidade é pré-determinada no momento da compra. Ela é dada pela diferença entre preço de compra e pelo preço no momento do vencimento. O fluxo não é corrigido por nenhum indexador.

Parece legal saber exatamente quanto você vai ganhar no vencimento do seu título. Se você investiu R$ 10 mil em um título que daria 17% ao ano e que venceria em dois anos, com certeza, ao final, você teria, grosso modo, R$ 13.600 (sem descontar taxas e imposto de renda).

Mas e se a inflação tivesse sido de 7% no ano e determinado título pós-fixado pagasse uma taxa que somada à inflação fosse maior que os 17% pagos pelo título que você escolheu?

Pós-fixados: o valor do título é corrigido pelo seu indexador. Assim, a rentabilidade do título depende tanto do desempenho do seu indexador, quanto do deságio pago no momento da compra (taxa de juros real ou prêmio).

Basicamente, a diferença é que você só sabe quanto o seu investimento vai render no momento do resgate. Em tese, o pós-fixado garante mais segurança à valorização do seu investimento.

Títulos pré-fixados

  • Letras do Tesouro Nacional (LTN): tem rentabilidade definida no momento da compra. Não paga cupom.
  • Nota do Tesouro Nacional – série F (NTN-F) – título com rentabilidade definida, acrescida de juros no momento da compra. Paga cupom semestralmente.

Cupons são pagamentos de juros semestrais que alguns dos títulos conferem. Isso pode não ser vantajoso para investimentos com menos de dois anos, visto que o imposto de renda é decrescente e, assim, os primeiros cupons teriam uma parcela maior abocanhada pela Receita Federal.

Títulos pós-fixados

  • Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) – têm a rentabilidade atrelada à taxa Selic.
  • Notas do Tesouro Nacional – série B (NTB-B): têm rentabilidade vinculada à variação do IPCA (índice de preços ao consumidor amplo). Paga um cupom (uma espécie de bonificação semestral no valor de 8% do seu investimento ao ano) de juros a cada semestre.
  • Notas do Tesouro Nacional – série B Principal: têm rentabilidade vinculada à variação do IPCA (índice de preços ao consumidor amplo), mas não paga cupom.

Devo escolher pré ou pós?

A quem diga que não se deve colocar ovos em uma cesta só.

Mas se você prefere seguir uma regra, siga a seguinte:

  • A inflação vai subir? Pós.
  • A inflação vai cair? Pré.

Essa regra não se aplica a tudo. Primeiro porque ninguém tem bola de cristal, por mais que se tenha uma noção do que vai acontecer na economia e, em segundo lugar, porque cada caso é um caso.

Além disso, os títulos pós-fixados são oferecidos para vencimentos em prazos mais longos. E fica mais difícil ainda prever o que vai acontecer, a não ser o fato de que seu capital estará protegido da inflação durante um bom tempo.

Assim, talvez seja mais eficiente pensar em prazo: se você precisa do dinheiro para comprar algo em um ano, pense em um título que vença nesse período.

Retirar o investimento dos títulos antes do vencimento quase sempre é desvantajoso. É quase certo que, então, você escolha um título pré.

E, se você pretende algo para um prazo mais distante na linha do tempo, se aposentar, por exemplo, pense em títulos que vençam muito mais tarde. Os pós-fixados, nesse caso, talvez sejam uma escolha quase que inevitável.

Aprenda mais sobre Títulos Públicos

Artigos Relacionados

Gostou? Comente, compartilhe e participe.

Deixe seu comentário