Bolsa de Valores

Tendência primária, secundária e terciária

Postado por Alessandro Martins em - Análise técnica da bolsa de valores Tudo sobre Bolsa de Valores

Para poder operar de acordo com a tendência, é preciso saber identificá-la. Claro.

Mas você sabia que existem três tendências? Do maior para o menor prazo: primária, secundária e terciária.

Tendência primária

É a tendência principal de um mercado.

Não chega a ser uma ciência exata a determinação da duração de uma tendência primária, mas ela pode ser de um, dois ou mais anos.

Olhe para o gráfico do Índice da Bovespa desde meados do ano 2002 e pode-se dizer que a tendência primária de alta do mercado ainda se mantém, mesmo com os tropeços dos últimos meses.

Para longos períodos, longas periodicidades. Usemos a mensal. A melhor escala, neste caso é a logarítmica:

(este gráfico pode ser visualizado gratuitamente na ADVFN)

Vê? Topos e fundos ascendentes. Neste instante temos a provável formação de um fundo abaixo do fundo anterior. Se, nos próximos meses, for formado um topo abaixo do topo anterior, teremos a provável confirmação da mudança de tendência primária.

Pra ser bem sincero, fazia tempo em que um fundo não era formado tão acentuadamente na Bovespa. Em ocasiões anteriores, a partir de 2003, tenho a impressão de que a bolsa mais andou de lado do que outra coisa.

Tendência secundária

No gráfico acima, cada barrinha representa um mês. Cada uma delas seria aproximadamente formada por 20 pregões.

Para entender a tendência secundária, apelo para explicações do site da Nelógica.

Em um mercado de alta, após um impulso para cima que forma um novo topo (mais alto que o anterior), temos uma correção que forma um novo fundo (também mais alto que o fundo anterior). Em uma tendência de baixa o oposto acontece, após uma queda que forma um fundo mais baixo, acontece uma reação que cria um topo mais baixo. O conjunto desses impulsos e correções dentro de uma tendência primária são as chamadas tendências secundárias. Uma tendência secundária dura de 3 semanas a alguns meses e pode corrigir até dois terços da tendência primária que ela faz parte.

Se você olhar no gráfico acima, verá que no começo de 2004 houve uma pequena correção para baixo para formar um novo fundo.

Isso não foi uma linha reta. Se olhássemos esse período menor – de alguns meses -, usando uma periodicidade também menor, semanal – como se usássemos uma lupa – veríamos que essa tendência secundária assumida pelo Ibovespa também é formada por topos e fundos. No caso – por ser uma tendência secundária de baixa -, por fundos e topos descendentes.

Tendência Terciária

Acionamos nossa lupa novamente e observamos a tendência secundária que usamos no nosso exemplo, a do início de 2004. Desta vez, usando uma periodicidade ainda menro, diária (cada candle corresponde a um pregão), detectamos que durante algumas semanas, houve uma tendência terciária de alta. Mas as tendências terciárias de baixa predominaram a ponto de aquele fundo ter se formado.

Mas é fundamental entender que, na Bolsa de Valores os preços nunca caminham em linha reta. Para subir é preciso pequenas descidas de vez em quanto. Para descer, é preciso pequenas descidas.

A esses movimentos chamamos de correções.

Segundo o site da Nelógica:

As tendências terciárias fazem parte das secundárias. São movimentos menores de, em média, até 3 semanas. Elas se comportam em relação às tendências secundárias da mesma maneira que as secundárias em relação às primárias. Quando estamos analisando o mercado é interessante classificar as tendências do movimento atual, assim, podemos avaliar melhor as ações a serem tomadas dentro de nossa estratégia operacional.

E, acima de tudo, é importante saber o que se quer obter da bolsa, qual o plano que você está usando e qual a periodicidade em que você opera.

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