Bolsa de Valores

Existe uma tabela oficial de corretagem?

Postado por Alessandro Martins em - Uncategorized

Já existiu. Hoje, não mais. Cada estabelece sua Política Comercial. Ainda há quem utilize a antiga Tabela Oficial, que tem uma escala descendente de taxas, começando em 2%, decrescendo para 1,5% e 1% à medida que os montantes crescem, e parando em 0,5% acima de um certo valor. Cabe ao investidor avaliar custos e benefícios ao tomar sua decisão de escolha da .

Fonte: Ombudsman do Mercado

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Começar na bolsa com um pequeno investimento

Postado por Alessandro Martins em - Insights sobre a bolsa de valores

O mais comum é pensar que não vale a pena entrar na com um investimento menor do que R$ 5 mil.

De fato, as taxas – corretagem, emolumentos e custódia – podem fazer com que um início com um valor como R$ 500 não valha a pena.

Eu penso diferente.

Olhar só para a questão financeira é ver apenas um dos muitos ângulos possíveis.

Eis alguns motivos por que vale a pena começar na bolsa mesmo com um investimento inicial baixo:

  • Geração de interesse: ter algum dinheiro na bolsa, por menos que seja, cria um círculo virtuoso.
    • Você passa a se interessar com o que acontece no mercado financeiro
    • Interessado, estuda o tema
    • Estudando, movimenta seu dinheiro com mais consciência
    • Com mais consciência, ganha mais e perde menos
    • Ganhando mais, se interessa por ampliar o seu investimento
    • Com mais investimento envolvido, você se interessa ainda mais sobre o tema
    • … e assim por diante.
  • Risco: a , caso da bolsa de valores, deve receber apenas uma parte de seus investimentos. Se você tem juízo, não vai colocar na bolsa todos os R$ 20 mil que economizou desde os 10 anos de idade. Você pode e deve começar devagar.
  • Custo do aprendizado: ok, talvez as taxas de corretagem e de custódia façam não valer a pena um investimento menor no início. Mas olhe para o item 1 desta lista e considere que, se pelo menos você conseguir manter a grana empatada, foi um preço pequeno para seu aprendizado. Se ganhar, melhor ainda.
  • Educação emocional: com valores pequenos, fica mais fácil para o iniciante enfrentar o turbilhão emocional que é a bolsa de valores. Tomar decisões racionais e baseadas em critérios objetivos e planos pré-traçados sem a interferência das emoções é fundamental para qualquer investidor.

Lembre-se também do seguinte:

Ao começar a operar com um valor pequeno como R$ 500 – foi com quanto eu comecei (confesso que ainda não fui muito além disso) -, considere não usar o sistema de home broker – operações via internet. A corretagem fixa – habitual nesses sistemas – é vantajosa para quem faz muitas operações e com grandes valores.

Se você opera pouco e com pequenas movimentações a tabela Bovespa pode ser melhor. Faça as contas sempre.

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Curso de análise técnica completo em vídeo no YouTube

Postado por Alessandro Martins em - Análise técnica da bolsa de valores Vídeos sobre bolsa de valores

Descobri no blog Quero Ficar Rico um curso básico completo sobre Análise Técnica.

Para facilitar sua vida eu organizei os sete vídeos, hospedados no YouTube, com aproximadamente dez minutos cada, em forma de playlist. Entáo, é só dar play.

Se você ainda não leu minhas explicações sobre qualquer um dos temas abordados nos vídeos vale a pena dar uma olhada. Se já viu, também vale a pena, pois uma abordagem diferente pode fazer com que você entenda coisas sob um ângulo novo e mais esclarecedor.

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Média de 200 dias como setup

Postado por Alessandro Martins em - Análise técnica da bolsa de valores Tudo sobre Bolsa de Valores

Encontrei no Gioco Piano Trading:

Foram apenas 125 ocasiões onde a Bovespa cruzou com sua média de 200 dias (em qualquer direção) e dessas ocasiões o viés é geralmente positivo nos prazos mais longos conseguindo gerar resultados superiores à média da Bovespa.

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O que é o After-Market

Postado por Alessandro Martins em - Uncategorized

O pregão acabou e você descobriu que, por algum motivo, precisa vender algumas ações ou comprar outras. Ou então você não tem tempo de analisar e acompanhar a flutuação dos preços enquanto trabalha, durante o horário de expediente. Ou mesmo prefere esperar o fechamento do pregão regular para tomar uma decisão sem ser precipitado.

Não há problema.

Para isso existe o After-Market. Nele, você pode efetivar compras ou vendas depois do período normal da .

O After-Market vem sendo cada vez mais usado, batendo recordes atrás de recordes: leia uma notícia sobre o mais recente recorde do After-Market.

A primeira coisa que você deve querer saber sobre ele é o horário de funcionamento. O mercado normal costuma funcionar das 10 horas às 17 horas no horário habitual e das 11 horas às 18 horas no horário de verão (este ano demorou uma semana depois do fim do horário de verão para voltar ao período das 10 horas às 17 horas).

Considerando o fechamento do pregão às 17 horas, o After-Market funciona da seguinte maneira:

  • das 17h30 às 17h45: fase de pré-abertura , na qual será permitido o cancelamento das ofertas registradas no período regular
  • das 17h45 às 19h00: fase de negociação

De acordo com informações do site da Bovespa, existem algumas regras no after-market:

  • As totalidades de ordens enviadas não pode ultrapassar R$ 100 mil por investidor.
  • Apenas negociações no mercado à vista: você não pode negociar – como – no after-market
  • Somente ações que foram negociadas durante o pregão podem ser negociadas
  • Existem meios que limitam a quantidade total de ações negociadas e a variação máxima de preços durante o after-market:
    1. os preços das ordens enviadas nesse período não poderão exceder à variação máxima positiva ou negativa de 2% em relação ao preço de fechamento do pregão diurno.
    2. os papéis mais líquidos têm limite de quantidade por negócio fixado como um percentual da média diária registrada nos últimos 30 pregões.
    3. os demais papéis têm limite de quantidade por negócio fixado em 50% da média diária registrada nos últimos 30 pregões.
  • A variação de preço do dia seguinte, na abertura, é calculada a partir do fechamento do pregão regular, não do fechamento do after-market

Recomendo que, caso se interesse por esse horário de negociação, consulte também seu corretor, para ver se ele se aplica ao seu caso e qual a melhor maneira de trabalhar com ele.

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Riscos. Você conhece todos?

Postado por Alessandro Martins em - Outros investimentos

Parapent a Peyrepertuse
Creative Commons License credito: AlphaTangoBravo / Adam Baker

Você deve ter ouvido seu avô dizer certa vez, em latim: Audaces Fortuna Adiuvat.

Tudo bem se não ouviu. Mas essa frase significa: a sorte favorece os audazes.

Claro que é apenas uma maneira de ver as coisas. A sorte também pode quebrar as pernas dos audazes.

Acontece que só lembramos deles quando eles vencem e o volume dos louros colhidos nessas ocasiões – louros, já que estamos falando em latim – sempre causam admiração a uns e inveja a outros, tanto mais audaz seja o sujeito.

Mas, sim, há riscos.

Há riscos em pular de um avião. Quanto mais se ele estiver voando e em movimento.

Mas tenha certeza de que o paraquedista calculou e eliminou todos. Ele sabe tudo de ruim que pode acontecer e procurou limar todas as variáveis.

Ainda assim, sempre pode ocorrer algo que não estava nos planos. Mas ele fez as coisas de tal forma e tão conscientemente que não terá o que lamentar nos poucos segundos de vida que lhe restam. Mesmo tomando todas as precauções, há uma minúscula possibilidade de morrer. Ele sabia e escolheu isso. Isso é ser responsável.

Para ser considerado responsável, para não ser acusado de ter atentado contra a própria vida por ser burro e ignorante, ele precisa conhecer TODOS os riscos.

Em investimentos – na ou não – você também precisa conhecê-los. Quantos mais conhecer, tomar – e, usando seus conhecimentos, eliminar -, maior a possibilidade de você colher: Audaces Fortuna Adiuvat.

Risco de Mercado

Juros, câmbio, preço das e muito mais. Tudo isso pode variar para mais e para menos afetando os seus ganhos, dependendo de onde você atue. Sempre saiba o que pode acontecer em diferentes cenários.

Risco de Crédito

Investimento, de uma forma ou de outra, sempre se enquadra nessas duas opções: você está emprestando dinheiro a alguém ou aplicando uma quantia em determinado empreendimento. O tomador pode não honrar a obrigação. O empreendimento pode não render o esperado.

(Mas , ei, quando invisto em caderneta de poupança, não é um empréstimo…

… você acha isso mesmo? E o que você acha que o banco faz com o seu dinheiro? Empresta. E a juros muito maiores do que ele paga a você)

Risco de Liquidez

Relacionado com a facilidade de resgatar ou transferir um investimento. Diz-se que não há liquidez nas hipóteses de não se ter o direito de resgatar o investimento, desse direito ficar restrito a situações incomuns, do mercado para a negociação do título deixar de existir, ou do título ser raramente negociado, isto é, haver poucas pessoas interessadas em negociá-lo – o que dificultará a venda do título e provavelmente diminuirá o valor do seu investimento. Está ligado à famosa lei da oferta e da procura. Em ações, a não ser que você saiba o que está fazendo, prefira papéis que componham o Ibovespa, altamente negociados.

Risco Legal

De repente seu amigo diz que você deveria investir numas transações que ele está começando, trazendo alguns produtos da por vias um pouco escusas ou em um pó branco que ele está importando de algum país andino. Você pode perder tudo e, nesses exemplos exagerados que usei para ilustrar, até ir para a cadeia. O risco legal está relacionado com eventuais problemas jurídicos que poderão ser obstáculos no cumprimento das condições pactuadas. O título ou contrato pode ter defeitos jurídicos que impeçam ou dificultem o exercício dos direitos nele estabelecidos, permitindo ao devedor ou tomador não honrar as obrigações assumidas. Por isso é muito importante somente aplicar em investimentos regulamentados.

Risco Operacional

Podem acontecer falhas nas operações e negócios do tomador do investimento durante o período em que os recursos aplicados ainda não foram devolvidos. Poderão ser provenientes de problemas nas atividades ou equipamentos de uma companhia, falhas humanas no controle de custos e gerenciamento das quantias aplicadas, má administração dos recursos do emissor. Imagine se o seu corretor esquecesse de colocar um stop e a bolsa tivesse aquela queda?

Fonte: Portal do Investidor (com adaptações: não deixe de ler o artigo original)

Espero que, depois disso, você tenha entendido o que latim, paraquedismo e bolsas de valores têm a ver.

Basicamente, o que eu quis dizer é: não pule de pára-quedas sem antes saber tudo o que pode acontecer de errado e eliminar todas as variáveis. Esportistas radicais são admiráveis, mas eles sabem muito bem onde se meteram e o que fazer caso algo dê errado. Aliás, para eles, nada pode dar errado.

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