Educação financeira para o Brasil deixar de ser o país do futuro

Este post foi escrito pelo articulista convidado Elvis Cristiano Tolotti. Elvis investe na bolsa e criou o Jogo da Bolsa, jogo de tabuleiro que ensina de forma divertida e democrática o funcionamento do mercado. Mais informações em http://www.jogodabolsa.com.br

O Brasil, gigante sonolento da América do Sul, parece estar despertando da letargia que nos confere o título de eterno país do futuro. O poder público com políticas externas mais incisivas e os investimentos e empreendedorismo da iniciativa privada aumentam a importância do país no cenário mundial e nos causam a sensação de que, enfim, o tal futuro está um pouco mais próximo.

O resto do mundo já deu o seu crivo: sediaremos a Copa e as Olimpíadas num espaço de 2 anos.

Mas o que garante que este despertar do gigante veio para ficar?

O dono da resposta deste questionamento não é só o presidente, o governador, o deputado; ou os diretores das empresas gigantes que ajudam nas exportações. Cada um de nós é responsável por manter o gigante acordado.

Devemos deixar de lado a comodidade de depositar nos políticos, na elite e nos empresários, as culpas e responsabilidades de tudo o que faz com que tenhamos cadeira cativa entre as nações “em desenvolvimento”. Já somos um país maduro e desenvolvido, mas precisamos arregaçar as mangas e avançar nos espaços vazios, nos vácuos que por não estarem preenchidos, são terra de ninguém.

E o “pulo do gato” atende por um nome: educação. Os governantes devem assegurar a universalização do acesso à educação. Nós devemos cobrá-los desta tarefa básica. Mas, mais do que isso, devemos tapar o buraco que o poder público deixa quando o assunto é educação financeira.

A quantidade de pessoas que vivem à margem do funcionamento e importância do mercado de capitais é impressionante. Há muito o que ser feito. E o pequeno investidor tem que perceber que quanto maior for a educação financeira da população, mais ele ganha.

Aquele parente, amigo ou vizinho que se assusta quando ouve a expressão “bolsa de valores” e tem certeza absoluta que bolsa é sinônimo de jogar dinheiro no lixo por causa das oscilações que aparecem todo dia no Jornal Nacional, essas pessoas não vão entrar numa corretora ou num curso de bolsas sem um estímulo externo. Somos nós que devemos levar a cultura de investimentos no mercado de capitais para essas pessoas. Enquanto ficamos parados, muitas vezes elas acabam influenciando outras com essa visão equivocada. É dever de cada investidor interromper essa sequência negativa ao mostrar que ao comprarmos ações, nos tornamos mini-sócios das empresas, e com esse investimento, elas ampliam suas capacidades produtivas e geram mais empregos, mais exportações, mais importações e asseguram que o gigante fique acordado e ativo. Nós devemos falar que existem as ordens stop para controlar o risco e o aluguel de ações para o investidor fazer dinheiro na tendência de baixa.

E, por fim, nós ganharemos individualmente ao vermos novos entrantes na bolsa garantindo injeção de recursos nas empresas e liquidez ao mercado. Ganharemos coletivamente ao fortalecer a economia, pois, como dizem os especialistas, não existe país desenvolvido sem uma bolsa de valores que reflita esse desenvolvimento.

Então, mãos à obra.

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    1. 1 Comentário(s)

    2. Por Vinícios on 25.12.2009 | Reply

      Olha Elvis, eu trabalho no BB, e lido com essa realidade que você acaba de descrever acima todos os dias, os clientes em sua maioria, quando me questionam onde investir e eu falo sobre ações grande parte não tem informações de como funciona a bolsa, é uma tremenda falta de informação o que leva essas pessoas a investirem seu dinheiro na poupança, ou algum fundo de renda fixa, eu acredito que exista sim uma grande lacuna a ser preenchida, precisamos orientar essas pessoas, e aos poucos teremos uma nova cultura.

      Da uma olhada no meu blog

      http://www.investeblog.com/

      Acabei de criar, ainda estou precisando publicar mais informações, espero poder ajudar esse público que estamos falando, a ter uma nova postura quando o assunto for investir em ações.

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