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Editor do blog Dinheirama sugere mudança de comportamento ao investidor iniciante

Conrado Navarro é o editor do Dinheirama, um dos blogs mais legais sobre investimentos da atualidade.

Ele concedeu esta entrevista para o Investidor Iniciante na Bolsa de Valores.

E na sua opinião, mudança de comportamento, um pé na ousadia e outro na proteção da diversificação são boas pedidas para quem está começando.

O que o investidor iniciante deve buscar antes de tudo?
Mudança de comportamento. Ninguém aprende a multiplicar seu patrimônio ou a realizar bons negócios se não decidir dedicar parte de seu tempo para estes propósitos. Dinheiro fácil não existe e para conquistá-lo é preciso dedicação, paciência e conhecimento. Metade dos livros criados e vendidos sobre educação financeira são apenas alertas para a necessidade de mudança de atitude e de respeito ao dinheiro. E há uma simples razão para isso: é o ponto mais frágil de uma correta estrutura de valores e princípios financeiros. Conhecimento técnico é relativamente simples de adquirir. Colocá-lo em prática é uma decisão que só cabe ao investidor.

Depois de estar realmente confiante e decidido a entender a estrutura de capitais do país e do mundo, o investidor iniciante precisa correr atrás de conhecimento. Felizmente, são muitas as fontes inteligentes de informação e esta etapa não costuma ser o problema. Comportamento adequado e inteligência financeira são a chave para uma vida bem planejada e tranqüila. Há que se policiar sempre para que esses pontos façam parte das decisões cotidianas ou corre-se o risco de derrubar todo um trabalho passado.

O que você faria diferente de quando começou a investir?
Eu arriscaria mais. Ainda sem muita formação e conhecimento, mantive meu dinheiro apenas em títulos e em fundos de baixa rentabilidade. Perdi os dois primeiros anos de alta da Bolsa, mas felizmente pude recuperar o “prejuízo” logo em seguida. Como quase toda a população, amava muito meu dinheiro, mas não assumia que era incapaz de fazê-lo se multiplicar. Quando percebi que havia potencial, decidi aprender e me especializar.

Qual foi o seu maior acerto quando começou a investir?
Considero-me feliz por ter começado a investir ainda jovem. Acho que esse é um grande acerto e fico feliz por poder fazer dele um motivo especial para criar e manter o Dinheirama. Além disso, pude contar com grandes mestres (meus pais) e professores, o que facilitou bastante o rápido aprendizado das regras do mercado e dos investimentos. Alguns IPOs também me trouxeram uma boa grana, embora as somas investidas não tenham sido tão expressivas.

Qual é a melhor opção para o investidor iniciante hoje?
Eu seria muito irresponsável se indicasse apenas um produto bancário ou modelo de investimento. Não vivemos em um país onde deva-se arriscar tudo em uma única fonte de rendimentos. Além de perigoso, isso não é exemplo em um país dependente dos resultados econômicos mundiais. O investidor iniciante deve aprender um pouco sobre os produtos disponíveis e evitar se aventurar demais em águas desconhecidas.

As opções mais interessantes para quem começa podem variar de acordo com o montante disponível para a primeira aplicação e tempo desejado para resgate do dinheiro. Pensando em aplicações de médio a longo prazo, segue um resumo que uso:

  • De R$ 100 a R$ 1000: os fundos de renda fixa e DI cobram altas taxas de administração. Deixe o dinheiro na caderneta de poupança ou aplicado em títulos do Tesouro até que seja possível ter pelo menos R$ 5000,00.
  • De R$ 1000,00 a R$ 5000,00: Diversifique optando por títulos do Tesouro, fundos multimercado e de ações, na proporção aproximada de 50%, 30% e 20% respectivamente.
  • Mais de R$ 5000,00: Os fundos bancários (renda fixa, DI etc) começam a apresentar melhores taxas de administração para aportes deste tamanho e podem ser interessantes. O conceito da diversificação da opção anterior continua válido.

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    1. 2 Comentário(s)

    2. Por Walmar Andrade on 5.8.2007 | Reply

      O Mauro Halfeld tem a tese de que, até R$ 30 mil, é melhor investir em fundo de ações e só comprar diretamente via corretoras a partir desse valor. Ele também sugere a regra do percentual da idade para renda fixa. Exemplo: se tenho 25 anos, coloco 25% do patrimônio em renda fixa e o restante (75%) em renda variável.

    3. Por Alessandro Martins on 5.8.2007 | Reply

      Parece ser uma estratégia bem prudente, Walmar. No entanto, eu mesmo comecei com um valor pequeno. Gosto da idéia porque se por um lado passo a me familiarizar com o mercado de ações desde já, ficando mais e mais independente, por outro arrisco um valor menor durante esse aprendizado. Concordo que uma parte do dinheiro ganho tenha que ser protegido na renda fixa. Abraços do Alessandro.

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