IPOs também podem ser primárias, secundárias e até mistas
Por Alessandro Martins, em 29.1.2008 em Dicas importantes sobre investimento na bolsa, Perguntas freqüentes sobre investimento na bolsa
Recentemente escrevi que uma OPA era uma Oferta Pública de Ações.
Isso foi em um artigo em que tentei diferenciar para o leitor o que estava acontecendo com as ações do Banco do Prasil - uma OPA - e com as da Bovespa Holding - uma IPO.
O leitor Vinicio, no entanto, alertou-me para o fato de que a denominação exata de uma OPA é Oferta Pública de Aquisição.
Aquisição de ações, naturalmente. Mas, repito, o “A” significa Aquisição.
Acho importante usar a denominação correta para que, caso o leitor queira fazer uma pesquisa, ele tenha o termo correto para digitar no Google ou no mecanismo de busca de sua preferência.
Vinicio ressaltou para o fato de haver IPOs primárias, secundárias e até mistas. No artigo em questão eu havia tão somente aplicado o conceito às OPAs.
Se você não está lembrado, foram as IPOs da Bovespa Holding e da Bolsa de Mercados e Futuros, que fizeram a alegria de muitos estreantes e muitos macacos-velhos da Bolsa de Valores no ano passado.
Mas vou citar um artigo do Portal Exame, escrito por André Siqueira, gerente de homebroker da Fator Corretora, para que a idéia de IPOs primárias, secundárias e Mistas fique bem clara:
O IPO (do inglês Initial Public Offering) é nomeado no Brasil de Oferta Pública Inicial, ou seja, denomina o processo feito por uma determinada empresa em ofertar parte de suas ações no mercado de capitais. Tal oferta é um meio desta empresa em captar recursos para investimento, desta forma, novos sócios são admitidos à empresa - justamente os adquirentes das ações ofertadas no IPO - e a empresa realiza uma captação de recursos. No que se refere a captação de recursos pela empresa, faz-se uma oferta primária de ações, ou seja, há um aumento de capital da empresa através da emissão de novas ações que são adquiridas no IPO. Há também, no caso de um IPO a possibilidade da oferta incluir ações de acionistas da empresa, neste caso não há captação de recurso para o caixa da empresa. Esta outra modalidade de oferta pública é nomeada oferta secundária, e pode ser utilizada para que a empresa faça uma exposição de sua marca no mercado e ganhe visibilidade. Portanto, quando se faz uma Oferta Pública Inicial (IPO) a mesma poderá ser através de uma oferta primária, havendo captação de recursos para a empresa, ou como uma oferta secundária, não havendo captação de recursos - o valor arrecadado é dos sócios vendedores das ações. Ressalta-se que em um IPO pode haver uma oferta mista envolvendo as duas possibilidades acima. Sobre a referência feita sobre os executivos que trabalham para valorizar e aumentar o resultado dos negócios, e que obteriam ganho na venda das ações, este processo é denominado Stock Option. O princípio deste processo é simples, as empresas fazem uma distribuição, segundo um determinado critério, de ações de emissão da mesma para seus funcionários e determinam um preço de aquisição das ações. Alternativamente, as empresas podem assegurar aos seus funcionários opções de compra das ações da empresa por um preço pré-determinado, e em caso de IPO, os funcionários adquiririam as ações e poderiam vender no mercado de capitais, geralmente as empresas oferecem condições de preço vantajosas.
O mesmo pode se dar às ofertas conhecidas como follow-on, subseqüentes às IPOs
Mais uma vez, agradeço a gentil ajuda do leitor Vinicio.


2 Comentário(s)
Por Pedro on 5.4.2008 | Reply
Olá, eu gostaria de saber como funciona a politica dos filtros das IPO’s para tentar barrar ou tirar a preferencia dos traders que costumam fazer o tal de flipper ??? a tal de lista negra da CBLC…. obrigado!!
Por Alessandro Martins on 7.4.2008 | Reply
É isso mesmo. Quem faz flipper vai para a tal lista negra… nas próximas IPOs a reserva do sujeito pode não ser aceita. Abraços do Alessandro.